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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

CINEMA E ESPIRITUALIDADE

Por Adauto Suannes

"Existe algo mágico nos filmes. A pessoa que você vê está ao mesmo tempo em algum outro lugar. Esse é um atributo de Deus." (Joseph Campbell)

Impressiona-me enormemente o comodismo daqueles que se dizem positivistas e que, por isso, encaram a relação Estado/criminoso como mera equação matemática: tal crime, tal pena. Algo tanto mais incompreensível quando se percebe facilmente o viés religioso da atividade dos juízes (a toga dos sacerdotes, a solenidade catedralícia dos prédios dos tribunais, a referência ao local em que o pecador ficará recluso: penitenciária).

Há, por outro lado, um indisfarçado medo desse conteúdo religioso da atividade judicial, que está presente até mesmo na referência à busca do Santo Graal da "verdade real" (quid est veritas), indagava um colega dos nossos juízes há tantos séculos) e na utilização leviana de um atributo exclusivo do Criador: a justiça. Medo incompreensível se considerarmos que a religião (religação) nos cerca, quer queiramos vê-la quer não, visto não estar ela separada da própria vida, como nos mostra diuturnamente o cinema, por exemplo...

Leia o artigo na íntegra: http://www.migalhas.com.br/mig_circus.aspx?lista=S&cod=47469

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